sexta-feira, 28 de agosto de 2009


Quando a inspiração se evapora
Os pensamentos são transversais

Tudo na vida é jogado fora

Parasitas e coisas anormais!

Tudo o que se pensa é sentido
Mas queremos que desapareça

Só o ser, pelo ser, ser vivido
Pode pensar que tudo aconteça!

Mas o que quer achar

É difícil de que ilumine a sua vida
Porque o sentimento forte de amar

É coisa a si desconhecida!
Ama, para sofrer
Sofre, talvez por querer
Talvez um dia acabe por morrer

Sem ao menos o amor conhecer!
Diluí as lágrimas no betão
Fortifica as chagas que lhe queimam a mão

As amarras apertam-lhe o coração

Sem razão aparente ou aparente razão?

O espírito é enriquecido pelo sofrimento

Para que não mais volte a tentar

Deixar de lado esse pensamento

De que de novo na parede possa marrar!

Solitude desmedida

Açambarca tudo que lhe vai dentro

Abre-se a fenda da ferida...

Que profunda leva as palavras ao vento!
A ilusão de que as coisas podiam resultar

Se o facto de tentar e tentar

Pudesse permitir alcançar

A doçura do corpo, a captação do olhar!

Tudo resumido numa mente

Que se faz esperar
Fazer de um ser, um ser contente

Só pelo fato de poder se amar!

Tudo caminha, para que o livro possa fechar

E nada mais se possa nele escrever

Porque a palavra Amor nele não consegue entrar

E somente a palavra Amizade acaba por entreter!