quarta-feira, 29 de abril de 2009

Chamando por você


Dentro de mim há um lugar solitário
Às vezes eu apenas não sei que está lá
Mas quando eu estou totalmente sozinho

É quando eu tenho que encarar

A parte de mim que precisa de alguém
Para ficar ao meu lado, e é quando eu chamo você
Você faz minha vida completa

Você me dá tudo que preciso
Você me ajuda completamente
Eu estou chamando por você

Eu não posso explicar exatamente o que você faz comigo

Meu amor cresce mais forte a cada dia

Você me dá amor, me dá companhia

E quando eu tenho que enfrentar a chuva
Você traz a luz do sol para a minha vida.


Depois q vc apareceu em minha Vida, ai sim eu pude descobrir o verdadeiro significado da palavra AMOR.
Obrigado por vc existir em minha VIDA TE AMOOOOOOOOOOOOO MARI
Sou como uma névoa perdida na escuridão da noite fria e chuvosa, Cai chuva sabre mim,
Chuva negra e gélida, que congela meu coração,

Coração que outrora avia sido aquecido com o amor,

Sentimento inserto que só causa o sofrer da carne e alma,

Fazendo-me derramar lagrimas melancólicas,

Com o sangrar do meu coração que agora é negro,

Fazendo-me vagando sem saber de onde venho nem para onde hei de ir.

Sou o brilho escarlate nos olhos misteriosos do lobo,
O qual espreita os que cruzam seu caminho.

Sou uma alma perdida e sem vida em meio às trevas eternas,

Onde nem o sol nem seu calor podem tocar-me novamente.

Morto para o mundo,

Vive sob o manto da noite escura.

Sou um forasteiro solitário vagando por terras virgens,

Na esperança de encontrar-te uma noite,

Uma vez mais...

Um poema de Tania Mara de Souza


Chora a menina, lágrima convertida em triste prece
E lamenta pelos cantos o mal que o tempo tece
Os corredores tão escuros têm garras pegajosas
Seus passos se arrastam pela calçada
Sua face à ferro e a fogo está marcada
Seus dedos arranham paredes mofadas
Sente entre as unhas o bolor de horas malfadadas
Sua fuga sem destino ela reconhece
Seus passos trôpegos não a aquecem
Sem forças, sem movimentos, ela se acalma.
O medo, o frio, a solidão são suas companheiras.
O sangue da noite escorre sem fronteiras
Uma chaga aberta em corpo e alma.
Suas mãos tocam pele dilacerada
Letargia e dor, seu corpo cai
Um rumor de angustia, e ela grita:
Minha Mãe... Meus Irmãos... Meu Pai...
Somente o silêncio, a solidão dos órfãos
E ela murmura:
Meu Pai...... minha Mãe... Meus Irmãos....
Um resquício de amor a emudece
Um prenuncio de ódio a fortalece
Uma pedra pontiaguda a deixa armada
Calçada molhada... imunda ... a acolhe
Em sua frágil morada transformada
Anjos a sua volta se entristecem
Quando as negras sombras são agora aliadas
Vingança em meigos olhos todo sentimento tolhem
A chuva que congela os ossos já não lhe importa
A menina respira aliviada
O cálice da vingança sorve embriagada!
E sorri! Seu riso tem a força de sombrios malefícios
Sede fome e dor ignoradas
Uma promessa macabra realizada
Toda sede só será saciada
Com o sangue dos que tomaram sua morada
Sua família e alegre meninice perdida
O sabor da carne inimiga será sua sandice
Cada corpo que cair, um passo a liberdade
Estende as mãos sangrando à noite fria
Espectros aceitam sua presença sem guia
As sombras se agitam alvoroçadas
Risos gelados percorrem a noite assombrada
Gargalha o mal em áspera vitória
A mórbida aliança está formada
Os passos dessa vingança se formam
Nesta triste noite desgraçada!

terça-feira, 28 de abril de 2009

A Escuridão


Adormecido em minha comiseração Envolto pelo meu desencanto Vejo as almas ainda perdidas, sozinhas Esvaindo-se de aleive Desperto de minha agonia Venho despido de altivez e falsidade As hrs se vão e os dias se passam, atravessam A realidade e caem Poucos vivem Percorrem os caminhos densos da dor Sustentam-se de aparências Saboreiam a exencia do orbe Regressam, ou sorvam o calice amargo da dor E como esperar a nudez de um amanhecer cinzento Na esfinge de emoção sobre meu sepulcro Não basta abrir o coração Não é bastante não ver Para contemplar os jardins frios e tristes É preciso tbm não ter amor nenhum Sem amor não há sentimentos Apenas existem ideias Há só uma porta fechada, e todo o mundo la fora E um sonho do que se poderia ver se a porta abrisse Mas que nunca é o que se espera quando se abre a porta Sinto-me morrer Somos produtos de um erro Há tanta vida, dor e mentiras la fora Transes de morte por fim nos esperam Já não sabemos se a contraimos ou se ela a nós

domingo, 26 de abril de 2009

HOJE


Hoje a solidão tomou conta mim
Então me afoguei num mar de tristeza

Hoje eu sei
Que estar sozinho é estar envolvido por todos

E não sentir ninguém ao seu lado

Hoje eu chorei

E ao chorar senti meu corpo desmanchar em lágrimas

Então ouvi no silêncio
Uma história triste e sem fim

Narrativa de páginas negras, escrita com meu sangue
Hoje eu vi a escuridão diante dos meus olhos

E senti as dores do mundo por seus espinhos

Espinhos que cortam minha carne sem piedade

Hoje meu coração bate acelerado

Minha respiração é ofegante
Sinto meu sangue borbulhar

Hoje meus pensamentos seguem o nada

Meus músculos estão inoperantes

Minhas palavras não existem

Hoje a solidão perfurou meu coração
E nele deixou a dor e o sofrimento

Hoje a solidão tomou conta de mim
Então eu chorei..

quinta-feira, 23 de abril de 2009


MUITAS VEZES CHORO SEM MOTIVO PARA CHORAR...
MUITAS VEZES NAO CHORO QUANDO AH MOTIVO..."
"MUITAS VEZES UM SONHO É REAL...
MUITAS VEZES EM UM PESADELO VC SE TORNA IMORTAL..."
"APESAR DE SER CRITICADO POR ALGUNS
MUITAS VEZES SOU HUMILHADO PELOS MEUS ATOS..."
"SE A VIDA FOSSE FACIL PREFERIRIA TER MORRIDO ANTES DE NASCER...
ESTOU NO MUNDO PARA DEIXAR MINHA MARCA..
E PARA TODOS UM DIA DISEREM
QUE EU VIVI

Dedico a minha rainhas das Trevas ( Mariane )


SOU UM SERVO DE DEUS
CONSAGRADO PELA IGREJA DE MIDGARD..
DOU MINHA VIDA POR TODOS
MESMO Q EU MORRA PELO MEU ATO...
NUNCA PENSO EM MIM
ESTOU VIVO PARA PROTEGER AS PESSOAS...
SE ALGUM DIA UM MOSNTRO
UM DRAGÃO
UM OGRO LHE ATACAR
ESTOU DISPOSTO A DAR MINHA VIDA PELA SUA...
E SE UM DIA
EU UM VAMPIRO COM SEDE DE SANGUE
QUERER LHE ATACAR
TIRAREI MINHA PROPRIA VIDA...
PORQUE SOU UM VAMPIRO TEMPLARIO
SO ESTOU VIVO PQ VC VIVE"

ODEIO MEU OLHAR Q PROCURA A NOITE NO CORAÇÃO DAS PESSOAS...
PASSO MINHA VIDA PENSANDO
PENSANSO EM UM DIA DIZER OI
PARA A PESSOA Q REALMENTE ME AMAR
SIGO MINHA VIDA COMO AS FORMIGAS SEGUEM SEU CAMINHO...
SEM DESVIAR DE QUALQUER OBSTACULO...
APESAR DE DIZEREM Q SOU BURRO
DE POUCO PENSAMENTO...
SOU MUITO MAIS ESPERTO DO Q TODOS PENSAM...
EU SOU O ANJO NEGRO DAS NOITES
O VAMPIRO SEDENTO POR SANGUE ...
EU SOU O SEU PROPRIO PENSAMENTO"

quarta-feira, 22 de abril de 2009


Criada como uma insónia nas marés do desalento Onde o fogo incendeia os cantos sob a sombra, Dispersos no eco de um grito que pranteia a eternidade Cantando a uma só voz… O espelho planta a renúncia sobre as raízes de um corpo Que se abre entre fragmentos de Santíssima Trindade E as folhas tombam sobre os túmulos desertos Como esqueletos vazios que divagassem entre a luz E se quedassem como hinos na partitura do abismo. A noite devaneia entre as dispersões do mínimo, Mergulhada entre os oceanos do cosmos primordial, E o gelo tomba nos braços da árvore desfalecida Que invoca o grito nos espectros da bruma apagada E transparece no ritmo das harmonias do caos. E o fogo desata os corpos num requiem de deserdados, Sinistra procissão de passos até às lágrimas do ser, Como um sol que se rasgasse até às entranhas da obsessão Errante debaixo dos véus de uma actriz martirizada E plantada sobre a cova adormecida entre ninguém E o abraço do absoluto num arco-íris cinzento. Imolada à insaciável fome dos céus desertos Em lágrimas de chuva banhando o sangue da terra.

Impede-me de ver,
impede-me de falar
não me cale não me feche os olhos,
eu preciso gritar.

Impede-me de ouvir-te
prefiro que grite...
mas não silêncio não quero
ficar
não me cale...
não me torture
dê-me o direito de expressar.


Fez de mim a lama
na cama insana...
na loucura de um ser,
a coragem de ir além.

De olhos vendados eu posso
ver-te...em minha mente

calando-me não te digo
Nada....
mas posso escrever.


Não sou somente um corpo
Que podes...
Calar...
Ensurdecer...
Cegar, enlouquecer,
sou alma que pode transcender


Alma...
não se cala
não se vê...
transforma-se em vento
é pensamento,
é força que tudo pode crer.

Minha alma é livre...
meus olhos....
meus ouvidos...
minha boca também
permito que os cale...
por medo de te perder.

Oculte ....guarde...sepulte....
Assim como as flores vivas são sepultadas....
No silenciar da folha seca que cai...
no outono de cada madrugada.

Dor...

Silencie... no mais profundo sono do esquecimento...
Não acorde ...
Não grite...
Sufoque este sentimento.

Cale-se oh ! dor...

Oculte suas lágrimas
Guarde-as dentro do peito.

E quando delas se formarem um Rio....
navegue no seu leito...
e quando transbordar...
que transborde em sentimentos
de luz...
de amor...
jamais de lamentos.

sexta-feira, 17 de abril de 2009


Tomara fosses refúgio, O meu porto seguro E eu o teu abrigo.. Tomara fosse ventura A nossa alma segura E tu o meu sentido.. Tomara dessemos mãos E olhassemos o azul.. Saltaria p'ra te apanhar. Cairias p'ra me segurar.. Mas o vento sopra assim E só me resta dizer não.. Como Rosa dos ventos Divido Norte e Sul Parada na multidão.. Viverás enquanto sentes E sentirás o quanto mentes.. Ganhas no viver A verdade de mim contente. Porque no centro estarei Mais do que toda a gente! O possível engano Mais não será que desatino. Apenas um degrau Que nos cumpre o destino..

O OLHAR FRIO O RISO TORTO A ALMA TRÔPEGA UM PEITO MORTO E CIO NO CORPO. REPRESENTA, GOZA, FERVE, CONSEGUE. E VAI VITORIOSO DA FRUSTRAÇÃO A DE TER VIDA DE CÃO E CÉREBRO RÉPTIL.

Não tenha medo... É apenas o momento, que chega... E que vai... Tal como tudo na vida, esta é a constância, onde tudo é chegada... Onde tudo é partida...

está colado
cravado, entranhado
vou pegar em mim
vou-me destilar!
porque sou tão cega, cega
não tenho onde me agarrar
nada me diz seja o que for
nem nada do que me possam dizer
fecho-me aqui no mundo sem nome
onde alguém que desconheço
se afigura real num manto de amor
o som das águas lava-me os pensamentos
do enjoo que é a mentira
de viver no mundo lua de alguém
que consciente me quer agarrar
na eternidade de um único beijo
autêntico e sentido
o que restou
foram todos os beijos ausentes
e o frio de uma tempestade doentia
de todas as palavras que ousei ouvir
de tantos silêncios ensurdecedores
nenhum eu pedi
se pudesse rasgar-me
evaporar-me no ar
e deixa-lo apodrecer junto com o meu corpo...

É assim todo o dia
O sol clareia brando
A lua suaviza meu pranto
Medito sobre minha vida vazia
Lágrimas de suplício
Lágrimas geladas…
Lágrimas desperdiçadas…
Tentando aliviar meu martírio
E eu odeio tudo isso
Odeio sentir essa tortura
Ser seguida por essa amargura
Até já tentei suicídio
Minha lamúria
Meu terror que queima minha alma
Minha mortificação que não me deixa ter calma
Minha eterna fúria
Lágrimas…
Lágrimas de dor
Lágrimas sem amor
Mágoas…
Tentei me afogar
Nessa lamentação inútil
Nesse lamento fútil
Na bruma que disfarça o mar
Mas isso não me protegeu
Só me trouxe mais aflição
Só trouxe minha crucificação
Mas isso não me abateu
Pois, assim como eu
Nesse mundo profano
Sufocado nesse desejo insano
Muita gente morreu…
Nessa imortal depressão

quinta-feira, 16 de abril de 2009


Todas as vezes que te sinto,
Amo-te cada vez mais,
O amor fala mais alto,
E nos teus braços me abandono como uma
menina mimada,
E beijo-te...
Beijo-te com a volúpia que nem meus lábios
ousam entender,
Beijo-te e mergulho num paraíso,
Beijo-te e o calor me queima pedindo mais e mais,
Gosto de calar-te com palavras silenciosas,
Que não se desprendem dos meus lábios,
Que não alcançam teus ouvidos,
Por que o espaço compreendido entre tua boca e a minha, não permite descrições ou dissertações,
Beijo-te...
Faria por toda a eternidade,
Beijar-te,
Amar-te,
Querer-te,
Desejos do meu íntimo mais pecador.

Sinto-te oh Paixão como companheira atual dos meus dias. Como obscura claridade no fosso da minha existência. Insubmissa,de infinitos olhos,cercas-me e tomas-me. Profunda,esgueiras-te pela epiderme latente do meu coração. Teus fragmentos diários no meu sentir afoito são testemunhas silenciosas do meu insone desejar. Oh Paixão parceira dessa trajetória da minha vida.... Estás aqui...ali...onde eu estiver. Minhas lacunas acusam o que não sei ser... A tua quentura me toca...e vejo-te com outros olhos. A medula do sentir que me toma vem acompanhada de ti. Tu oh Paixão,é quem me afaga e me toma em teus lânguidos braços.E resignada concluo... O espectro da tua companhia,nesse instante,me faz feliz.

terça-feira, 14 de abril de 2009

È apenas uma poesia viu gente, estou cada vez mais felis com minha rainha


Um texto, que gostaria de não escrever
uma história, que não queria participar,
por que agora, tenho motivo pra esquecer
tema triste, que não queria aqui falar.

Um caso que queria ser só um coadjuvante
que olhasse, so de bem longe o sofrimento,
que não sentisse, esse vento tão uivante
queria, que não participasse do meu lamento.

Escrever essas linhas, juro que não queria
ou que delas, nunca fosse o autor,
por que sai a foto, da amargura na poesia
e mostra também, as lágrimas do trovador.

Queria essas palavras ,não estar escrevendo
nem esperava, sobre minha tristeza falar,
como e triste, dizer que estou sofrendo
nas palavras, que já não consigo rimar.

Quero sobre isso parar, e nada mais dizer
por que cada frase, parece mais sufocante,
enfim, e tristeza que tento não esconder
a mostra nos meus olhos já e marcante.

O seu nome sera, a poesia da saudade
onde não esconderei minha dor,
se e na poesia que falei da felicidade
e na poesia, que relembro meu grande amor.

Maldita dor...


Maldita dor que nos consome... A dor pura de perder alguém por nossa causa, de ver a pessoa que amamos a morrer nos nossos braços... Maldita dor... A alma pode viver ainda que despedaçada mas vive ténue, pouco se mostra... E leva-nos a pensar se realmente estamos vivos.... Será que estamos?

Vivo na solidão


Vivo na solidão,
onde vampiros destroem o meu coração,
vão sugando gota por gota
do meu sangue amaldiçoado.
Estou-me a transformar num ser abandonado,
agora dependo de sangue para viver.
Estou com sede do amor,
que há muito tempo não me vens trazer.

Escadas sem corrimão


Escadas sem corrimão
Onde a solidão nos desampara
Pontos de desilusão
A que esta vida se compara

Ponto escuro e morto

Rendilhado pela luz

Deixando o poeta absorto

Na maldição que o conduz
Deixamo-nos levar então
em movimento descendente pelas escadas sem corrimão em agonia decadente para lá da solidão
Escadas sem corrimão
Escadas da vida

Mundos de solidão
Onde já não há saída

Quem não conhece então

Essas escadas sem corrimão?
Escadas sem corrimão
Onde a solidão nos desampara
Pontos de desilusão
A que esta vida se compara

Ponto escuro e morto

Rendilhado pela luz

Deixando o poeta absorto

Na maldição que o conduz

Deixamo-nos levar então
em movimento descendente pelas escadas sem corrimão Em agonia decadente para lá da solidãdas sem corrimão
Escadas da vida

Mundos de solidão

Onde já não há saída
Quem não conhece então

Essas escadas sem corrimão?

segunda-feira, 13 de abril de 2009


Foi aquele o mais longo dos meus dias
que entristeceram todas as minhas poesias
e que também ofuscou o meu luar...
Naquele dia, senti na frente o medo
quando notei que a noite chegava mais cedo
fui percebendo, a tristeza em meu olhar...

Minha alma aos poucos já percebia
ao notar a noite que vinha tão sombria
aproximando de mim com a negra escuridão...
Quando voce me disse que ia me deixar
fui sentindo minhas lágrimas rolar
no momento, senti sangrando meu coração...

Tenho certeza, para mim o céu escureceu
por dentro, metade de mim morreu
senti na hora, o gosto da infelicidade...
Pareceu-me que todo meu viver ruiu
toda a solidão do mundo me invadiu
não pude crer, que fosse uma verdade...

Todo um mundo de esperança trepida
ficou balançando os pilares da minha vida
foi apagado, os sonhos que tanto brilhou...
Triste sensação, que jamais imaginei
triste momento que de viver deixei
ficou sem vida, um coração que muito amou...

Escureceram todas as luzes do espaço
de todos os meus sonhos, não restou um pedaço
desamparado, no fundo de um poço me ví...
Travei uma batalha contra sua saudade
foi tentando reaver minha liberdade
que lentamente, um dia, dessa prisão fugí...

quarta-feira, 8 de abril de 2009


No inicio, sorrisos meio timidos
Exaltação dos sentidos
Verdades por ti escondidas

Que levaram a um final de sensações entorpecidas

Julgamentos e proibições

Só levaram a factores que geram revoluções

Egocentrismo nas tuas atitudes

Deixam de lado quaisquer vicitudes

Agora sabendo que foi a ti que me entreguei

Nas tuas ideiologias fiquei aprisionada

Parece que durante este tempo todo

Fui apenas mais uma que ficou enclausurada

Enlaces nas nossas proprias existências
Que adornavam as mais belas consciências
Entre as mais variadas vivências
No êxtase de mentes se fundem eternas complancências

Por mais que o desejo fosse fugaz
O sentido na esternidade se desfaz
Emoções enaltecem os corações
Que pela exuberância e sensualidade caem em tentações

A união de essências potenciavam os sentidos
Que para além dos esplendores ficaram submetidos

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Paz profunda


Havia um Rei que ofereceu um grande prêmio ao artista
que fosse capaz de captar em uma pintura a Paz Profunda.
Muitos artistas apresentaram suas telas.
O Rei observou e admirou todas as pinturas,
mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve de escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranqüilo.
Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam plácidas
montanhas que o rodeavam.
Sobre elas encontrava-se um paraíso muito azul com tênues nuvens brancas.
Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a Paz Profunda.
A segunda pintura também tinha montanhas.
Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação.
Sobre elas havia um paraíso tempestuoso do qual se precipitava
um forte aguaceiro com relâmpagos e trovões.
Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água.
Tudo isto se revelava nada pacífico.

Mas, quando o Rei observou mais atentamente,
reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha.
Neste arbusto encontrava-se um ninho.
Ali, em meio ao ruído da violenta turbulência da água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho...
Em Profunda Paz!

Fernando Pessoa


Uma maior solidão Lentamente se aproxima Do meu triste coração. Enevoa-se-me o ser Como um olhar a cegar, A cegar, a escurecer. Jazo-me sem nexo, ou fim... Tanto nada quis de nada, Que hoje nada o quer de mim.

Solidão


Porquê teimas solidão Em fazer-me companhia Seja noite ou seja dia Teimas em me dar a mão Solidão tu que transformas Os sonhos em pesadelos Entras sem bater á porta E os sonhos esses nem velos Todas as horas são tristes Estando em tua companhia Solidão tu não desistes Seja noite ou seja dia