quinta-feira, 2 de abril de 2009

Paz profunda


Havia um Rei que ofereceu um grande prêmio ao artista
que fosse capaz de captar em uma pintura a Paz Profunda.
Muitos artistas apresentaram suas telas.
O Rei observou e admirou todas as pinturas,
mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve de escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranqüilo.
Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam plácidas
montanhas que o rodeavam.
Sobre elas encontrava-se um paraíso muito azul com tênues nuvens brancas.
Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a Paz Profunda.
A segunda pintura também tinha montanhas.
Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação.
Sobre elas havia um paraíso tempestuoso do qual se precipitava
um forte aguaceiro com relâmpagos e trovões.
Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água.
Tudo isto se revelava nada pacífico.

Mas, quando o Rei observou mais atentamente,
reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha.
Neste arbusto encontrava-se um ninho.
Ali, em meio ao ruído da violenta turbulência da água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho...
Em Profunda Paz!