
Seguro a lâmina como se de um espelho da alma se tratasse,
A mesma que uso e reuso para podar pedaços de mim
Enquanto procuro o pedaço que falta dentro de mim mesmo.
Porém, por mais fundo que vá apenas a dor aumenta e nada deslumbro.
É nos instantes em que o sangue pulsa como se fosse capaz de berrar,
Que eu percebo que me vou despedaçando em busca daquele pedaço que me falta.
O que irá completar-me, tornar tudo óbvio ,
Harmonioso e perfeito.
A dor regressa, acaba o suspiro,
Continuo incompleto e volto a despedaçar-me.
E vou cortando, e vou sangrando,
E vou morrendo, mas vou buscando...
Incompleto e humanamente miserável.
Incompleto!
