quinta-feira, 21 de maio de 2009


Lembro da última vez que dormi, foram 14 horas ininterruptas.
E numa manhã de segunda-feira acordei tão disposto e de bom humor quanto quando era uma criança
Contente, feliz e sorridente, nadando na inocência do mundo que via com olhos ingênuos da infância.
Agora, os dias mais empolgantes que posso prestigiar, me parecem pouco alegre ao ter relapsos desse raro momento de sono,
De um desligamento total do meu corpo, das minhas preocupações e ansiedades. Naveguei numa escuridão tão acolhedora em meus pequenos flash's de sonhos, Rápidos momentos de minha alma fora de meu corpo, um rápido passeio a escuridão do nada,
Comparada a noite cintilante de céu negro, sem se quer ver um rastro de estrelas, mas eu tinha a lua no meio dessa cegueira,
Que com seu brilho fantástico iluminava meu caminho em meio a sonhos surreais, Posso dizer até que, quase presenciei.
É essa a mágica de um sonho incrível, provocar um questionamento em nossas mentes,
Nos deixando pensativos, tentando entender, distinguir o sonho do real.

Que mente repleta de viagens, de sonhos, mesmo sabendo que posso nunca alcançá-los,
Nunca sentir o aroma instigante da conquista deles... sonhos fora do comum. Coisas que não completam nenhum quebra-cabeças, que não definem nenhum esteriótipo que todos me rotulam.
Pois eu imagino exergando-me nos olhos das pessoas e, portanto, moldando-me para ajeitar-me em suas pequenas tolerâncias, antecipadas ao julgamento sempre precoce, denominado injusto !
Politicamente correto para fecharem a cerca de suas mentes vazias.
Deve ser essa indignação, que no meio de tanta criação do meu mundo solitário, que me tiram o sono, impedindo-me de ter um descanso mental.
Mesmo agora, cansado, com os olhos pesados...
Bom, isso pra mim não é sinal de sono; meu corpo fadigando ao beliscar o extremo de seu limite.

Daqui a pouco a rotina bate no relógio, a luz do sol interrompe a escuridão do meu cantinho, silencioso, também atrapalhado pelos barulhos da cidade populosa que me cerca, e que nesses momentos de quietude parecem que nem existem tantas pessoas em minha volta e pertos.
Mais uma prova de meus sonhos acordado que pousam numa pequena casinha no meio de uma floresta gelada, onde o inverno é predominante...
O frio me abraça loucamente...