quinta-feira, 21 de maio de 2009


Sangue puro penetrante em injustiça. Aquela cena esplêndida não me sai da cabeça, mas não terei essa visão comentendo-a, mesmo agora que a curiosidade é grande. O sono eterno, futuro ato antecipado pela "dor", vermelho enxaguando meu corpo, visão escurecendo. Apreciação generalizada: corda rondando meu pescoço; lâmina lambendo meu pulso; a parede manchada com a mente... agora morta !; o penhasco fazendo-me escorregar, levando a brisa refrescante, zombando das minhas lembranças, rápidas nesse/naquele momento de (des)amparo sentimental. A calma, essa tranquilidade intensa, que agora digo, tornando-se real, porém questão de segundos é o suficiente para alavancar a interrupção do conforto. Passado obscuro, estou revivendo-o; talvez querendo vivê-lo ao invés de apenas imaginar. A escuridão sempre esteve comigo, retorcendo-me-a no enrolar das cobertas, participando dos meus pesadelos, real transpiração pós-susto. Isso raramente, ou até mesmo nas mínimas horas que beijo o lado negro da vida, minha sonolência.