
Carrego em minha boca o veneno da serpente
Que me escorre pela garganta acumulado entre os dentes.
Tenho nas entranhas um misto desentimentos
A irá da víbora que desliza em segredos
Traiçoeira e escondida, aguardando meus desejos.
Carrego em meu peito uma naja enrolada,
Do lado esquerdo ela me prendedo outro ela me abraça.
Controlando-a a cada dia que se passa,
Não deixando seu veneno ultrapassar minha couraça.
E vou mantendo esta serpente...
Não deixando o seu veneno se destilar em minha mente.
