sábado, 21 de fevereiro de 2009


Se hoje eu tivesse de definir minha vida,

Diria que é um enorme túnel de sentimentos...

São meus pensamentos procurando o por que da dor

Meu espírito o por que das lágrimas

Meu coração o por que do amor

E meu cérebro em busca de uma saída.

Nessas horas me sinto um completo egoísta

Fechado em meu ridículo túnel de respostas incrédulas

Para perguntas insolúveis

Procurando a luz do término

Mas, só vejo trevas

Sorrisos aterrorizados

E lágrimas insanas a conturbar meus passos...

Não, que seja assim porque eu queira e sim porque sinto,

Queria poder descrever um campo verde sem esse pútrido cheiro de sangue,

Com rosas e vida por todos os lados,

Mais os por quês que findam minha mente são tão obscuros

Que até eu mesmo desconheço

E dentre este ser petrificado só reconheço meu coração rígido,

Porém vívido, buscando um por que para não se apagar,

Um antídoto para esse turbilhão de por quês infecciosos

E a famosa luz do fim do túnel

Que me leva ao meu campo verde com você dando me as rosas

E não como agora pondo-as em meu túmulo...