terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A MINHA DOR

A minha Dor é um convento ideal cheio de claustros, sombras, arcarias.
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.
Os sinos têm dobres de agonias Ao gemer, comovidos, o seu mal...
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias...
A minha Dor é um convento.
Há lírios Dum roxo macerado de martírios.
Tão belos como nunca os viu alguém!
Nesse triste convento aonde eu moro.
Noites e dias rezo e grito e choro.
E ninguém ouve... ninguém vê... Ninguém...

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