sábado, 31 de janeiro de 2009


Passos

Almas Mortas

Vagando no escuro

Condenadas ao destino

De estar neste mundo

Com suas vestes negras

Sem cor sem vida

Sem uma história de amor

Ou mesmo de dor

Restos do nada

Rascunhos de Deus

Almas sem rumo

Vagando pela Terra

Andando entre almas

Que nasceram belas

Com vida e amor

Uma razão prá existir

Com o privilégio

De chorar

E ter alguém pra sorrir

Almas mortas

Cheias de ódio de mágoa e rancor

Ódio da vida que nunca se viu

E do vazio que o coração sangrando

Sempre sentiu sofrendo com a dor

Dizendo com lágrimas o que a boca calou

Chorando sozinhas

A profunda agonia

De ser uma alma morta

Condenada a estar viva